Porções à sua medida

Como as preparar sem ter de partilhar o seu prato

140514_taurus_mycook_blog_medias_raciones_v3

A maioria das receitas do nosso livro de receitas foi planeada para quatro ou mais pessoas. E nem todos temos as casas tão cheias. Por isso é muito frequente que nos perguntem como preparar um prato com menos quantidades. Divide-se tudo? Subtrai-se? Deixa-se igual? Não é preciso entrar em pânico! Vamos dar-lhe algumas ideias.

Mas antes pensemos bem. 14 croquetes são para quantas pessoas? Com 250 g de molho posso cobrir o guisado? Poderei molhar o pão? Uma coxa de frango para cada pessoa? Duas?… Poderíamos continuar a adicionar dúvidas e a resposta seria sempre a mesma. Depende. Assim sendo, como é você quem melhor conhece os seus gostos e, sobretudo, o seu apetite, deverá acrescentar um pouco de si para fazer estes cálculos.

Esclarecido este primeiro ponto, perceberá porque nas receitas de molhos e afins não colocamos o número de porções, já que é realmente muito relativo. Claro que nos pratos principais (carne, peixe, etc.), geralmente, faz-se referência a 4 porções, seguindo os padrões mais utilizados, mas que poderão ser modificados conforme lhe for mais conveniente.

Tudo isto quando se trata das receitas elaboradas pela Mycook. Porque nas receitas partilhadas pelos membros do Clube, há de tudo um pouco. Algumas delas têm indicação específica de porções e outras nem sequer as referem. Embora, cada vez mais, estejamos a ver que se partilham receitas elaboradas especificamente para duas pessoas.

Como adaptar uma receita?

Com estas premissas, será certamente um pouco mais fácil enfrentar a adaptação de uma receita, que iremos contemplar desde as suas duas possibilidades básicas: para mais e para menos.

A mais
O primeiro e principal que devemos ter em conta é a capacidade máxima do jarro da Mycook. O seu limite está nos 2 litros, mas para elaborar caldos ou cozinhar a vapor não deve colocar mais do que 1,3 l de água (ou caldo). A título de exemplo, tal como faria com um tacho convencional, se o conteúdo da Mycook tiver que ferver, deverá considerar uma margem para que não transborde.

No caso dos tabuleiros de vapor, que devem ficar bem encaixados, tem que deixar algum orifício livre de produto e, obviamente, colocar a tampa bem encaixada para que a cozedura a vapor seja eficaz.

Sempre tendo em mente essas referências, se aumentar a quantidade de ingredientes, deve aumentar na mesma proporção o tempo e a temperatura? Em linhas gerais, a temperatura deveria ser a mesma especificada para cada passo do processo.

Com o tempo, irá caber-nos aplicar o senso comum. Uma cebola irá refogar um pouco mais rápido do que se pusermos três. Mas 100 g de arroz demorará o mesmo tempo a estar no ponto do que 300 g.

Para trabalhar pelo seguro, na secção tempo podemos programar o indicado na receita, observar o resultado do processo e programar um tempo adicional se nos parecer necessário.

A menos
Diminuímos o tempo e a temperatura na mesma proporção que os ingredientes? A resposta é semelhante ao caso anterior. A temperatura, em princípio, iremos mantê-la igual, mas iremos variar o tempo nalguns casos.

Se para um refogado convencional empregarmos 5 minutos, para a metade poderíamos necessitar de 3 ou 4, mas não exatamente a metade do tempo, porque poderia ficar mal cozido.

No caso dos guisados, por exemplo, 2 coxas de frango ficarão prontas mais rapidamente do 4? Se o tamanho das coxas for o mesmo, diminuindo o tempo corremos o risco de que fiquem mal passados no interior. Se as coxas forem mais pequenas, então sim podemos reduzir um pouco o tempo.

Regressando à ideia de trabalhar pelo seguro, podemos reduzir um pouco o tempo quando pusermos menos ingredientes, verificar e, em seguida, decidir o que mais nos convém.

No caso da cozedura ao vapor, se utilizarmos peças ou filetes mais finos para reduzir a quantidade, teremos que diminuir o tempo porque, sem dúvida, um filete fino de linguado será mais rápido a cozer do que se for grosso.

Também será mais rápido com menos ingredientes em funções como picar, ralar, misturar, montar… É uma questão de, como já referimos antes, ir espreitando.

Alguns de vós poderão estar a pensar: que trabalheira ter de fazer tudo isto! Bem, a trabalheira será só da primeira vez porque, depois de ter praticado com um par de receitas, aplicando a base de ensaio-erro, se for necessário, de certeza que a seguinte sairá já no ponto certo.

Se, depois de todas estas explicações, ainda tiver dúvidas, a nossa recomendação final é que prove. É a melhor forma de conseguir as coisas a nosso gosto. Provar e provar até chegar ao resultado desejado. E em seguida há que partilhar! Sempre poderá ser útil a outros.